quarta-feira, 22 de julho de 2009

VIII

boom boom boom boom (...)
O som constante e grave que as paredes do bar deixam escapar às 4:37 da manhã, quando ainda há risos, sons de copos, histeria. Ainda há noite por estas ruas.
Acabei o meu trabalho, por hoje e pelos próximos meses. Tenho a vontade de voltar a casa e o sucesso deste ano lectivo. E guardo com todo o ânimo um grande maço de notas no meu bolso de trás.
Encosto-me à parede. (click!) Acendo o isqueiro e prolongo a primeira passa tanto quanto os meus pulmões me deixam. Não me sabe a fumo, sabe-me a tempo. Sabe-me a espaço. Sabe-me a férias!
É bom estar de volta por estas ruas e senti-las despreocupado. É bom saber que vou voltar a acordar num belo dia de sol, fazer o que quer que me apeteça e, quando a noite chegar e me sentar à mesa do café com todos os que me têm feito falta, vou perguntar "Que dia é hoje?".